quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Consulta dos 6 meses

Peso: 6,470 kg
Estatura: 63 cm
Per. Cef.: 40 cm

No dia 11 de Outubro foi a consulta dos 6 meses. Quem nos atendeu foi a Dra. Joaquina. Sempre muito atenciosa não deu muita importância à descida de percentil. Aconselhou a introdução da carne na sopa e apenas depois de algumas semanas introduzir a sopa ao jantar. Elogiou o desenvolvimento da Gabriela e alertou para os cuidados a ter em relação à segurança uma vez que estamos próximos da altura de gatinhar. Apesar da ligeira desaceleração de crescimento não recomendou a introdução do reforço do leite. Contudo deixou ao meu critério pois apenas se ela demonstrar que tem fome depois da mama o devo fazer. Para já não julgo ser necessário.
E se tudo correr bem voltamos lá apenas aos 9 meses!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A minha B.

A minha B. tem 10 anos.
Estás grande, crescida e bonita. É verdade que não és das maiores da turma mas eu já te vejo tão grande! Esta ida para o ciclo está a fazer-te crescer. E se por um lado gosto tanto de te ver ganhar autonomia por outro sinto muito medo de te ver voar. Apesar das reservas iniciais adaptaste-te muito bem à escola nova. Sei que consegues desenrascar-te mas eu fico de coração apertado quando te imagino por lá. A primeira ida para o conservatório, a pé desde a escola, sem a companhia de um adulto, correu bem. Felizmente não tens de ir sozinha, pois o M. também vai, mas ainda assim me preocupo. Talvez mais do que tu. Seguramente mais do que tu...
Em casa comportas-te como uma mulherzinha quando tens de cuidar da mana. És atenciosa e cuidadosa com ela e ela adora-te. Vibra com as tuas brincadeiras e assim que alcança os teus cabelos já não os quer largar. Ainda és muito preguiçosa nos trabalhos da casa mas eu não desisto de te ensinar e insisto sempre para que faças cada vez melhor as tuas tarefas. Contudo sempre que podes escapas-te e vais brincar. Ainda brincas com as bonecas mas também gostas de dançar pela casa ao som da tua música. De momento é a Rádio Cidade FM a tua preferida e eu passo o dia a desligar os rádios que vais ligando pelas diferentes divisões da casa. A tv também está sempre ligada e travamos uma luta diária para que não estejas tanto tempo a visioná-la.
A cada dia que passa vais ganhando e demonstrando a tua personalidade. Deixando de ser bebé e passando a ser uma menina grande.
És o meu orgulho e eu e o pai adoramos-te!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nasceu mais uma princesinha: Matilde



Mais uma menina na nossa grande família.
Bem vinda M.!
Que a vida te sorria sempre...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

29 Março 2011

Querida Gabriela:

29 de Março de 2011
Este foi um dos dias mais importantes da minha vida. O dia do teu nascimento.

Não te esperava neste dia. Apesar de andar pesada, cansada e até ansiosa pela tua chegada não contava que viesses neste dia. No dia 28 demanhã desloquei-me ao HST para mais um registo e avaliação. A Drª Cristina não estava e o médico que me atendeu, depois do registo e do "toque", concluiu que ainda estava atrasado o dia do parto. "- Volte para a semana" disse ele. Assim voltei para casa. Ao inicio da noite começo a sentir-me estranha. Achei melhor acabar de preparar as coisas pois o momento podia antecipar-se. Por volta da meia noite começo a ter contracções. Ainda não eram dolorosas e pensei que durasse até demanhã. Ainda tentei dormir mas o espaço entre contracções começou a diminuir. Para aliviar as dores que entretanto surgiram comecei a andar pelo quarto, tal como tinha aprendido na preparação para o parto. O plano era tentar aguentar até à hora de levar a B à escola e daí seguir para o hospital. Mas tu tinhas outros planos e querias sair. Às 4 horas pedi ao papá para me levar ao hospital. As dores começaram a apertar e eu só pensava na bendita epidural. À chegada ao HSS o médico perguntou-me porque esperara tanto. O receio na altura era que a epidural já não fosse a tempo. Mas foi. E valeu de muito. Muito mesmo. No momento em que as dores aliviaram o papá começou a ficar mais ansioso que eu. A música que escolhi para te receber tocava baixinho e ainda hoje me emociona. Por mim já não tinha pressa mas o papá ansiava por te ver e que tudo acabasse bem. A B. foi acordada pela madrinha que lhe disse que estavas quase a nascer.

Eram 10:15 quando nasceste. Pedi que te colocassem no meu peito e lá ficaste a olhar para mim. A emoção que senti ao ver-te é indiscritivel. O papá ajudou a vestir-te e logo depois voltas-te para mim. Dei-te a mama e tu até já sabias mamar. De seguida adormeces-te e eu fiquei ali, a olhar para ti, sentido-me a pessoa mais feliz deste mundo...

6 Meses

O meu bebé tem 6 meses!

É uma menina muito bem disposta. Ainda não dorme a noite toda e na maior parte das noites acorda 2 vezes para mamar. Contudo demanhã acorda bem disposta e brinda-nos com um sorriso maravilhoso. Adora a irmã. Vibra com as suas brincadeiras e dá gargalhadas como com mais ninguém. Já como a sopinha ao almoço seguida da fruta apesar de não comer muito. A banana é a sua preferida. A maçã cozida detestou. Ao lanche a tia dá-lhe a papinha, feita com o leite materno, e também come muito bem, mas a papa láctea de maçã nem por isso. Adora a maminha e eu adoro tê-la ao peito. Ainda não se senta sem apoio, mas quase. Ainda não gatinha mas já fica bastante tempo de barriga para baixo a tentar rastejar e alcançar o que quer. Nos últimos dias aprendeu a gritar e não faz mais nada. É um deleite ouvi-la. A cada dia interage mais connosco e é tão bom vê-la crescer assim. É linda, linda, linda... Uma cópia da irmã!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Gabriela

Dezembro de 2009 foi um mês difícil. Sofri um aborto espontâneo. Embora estivesse de poucas semanas os efeitos fizeram-se notar por muito tempo. Psicologicamente ultrapassei o problema em poucos (alguns) meses. Contudo a nível físico as coisas começaram a correr mal. Os profissionais de saúde sempre disseram que nada tinha a ver com o aborto mas a verdade é que depois desta data fiquei com um desiquilibrio hormonal que teve de ser corrigido com auxilio de medicamentos. Este facto fez com que fosse muito mais complicado engravidar e tal só aconteceu em Agosto de 2011.


No inicio custou-me a acreditar e o medo de que algo de mal acontecesse nem me permitia festejar. Mas felizmente correu tudo bem. Apesar dos pequenos percalços que me foram acontecendo, a gravidez correu bem e, a 29 de Março de 2011, nasceu a 2ª princesa do meu reino: Gabriela.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O meu regresso

Já passaram 2 anos desde que escrevi aqui pela última vez. Muita coisa mudou e muito ficou igual. Decidi voltar a escrever porque à memórias que o tempo apaga e que que não quero esquecer. Aos poucos espero relembrar estes dois anos e registar o mais importante. Sei que muito ficará por recordar mas o mais importante está guardado no coração...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Férias

Aguardei por estas férias com uma ansiedade contida. Elas vieram e passaram tão depressa que quase não acredito que já acabaram. Foram as férias em que menos li, em que poucas vezes caminhei ao longo da praia mas não me aborreci por isso, em que consegui dormitar na areia e acordar bem disposta, em que joguei ás cartas, à bola e gostei muito.
Fizemos praia, piscina mas também passeámos e descansámos. Vimos um desfile de moda em Silves e acabámos com uma princesa a dormir ao colo. Comemos bolas de Berlim na praia e provei finalmente os doces Algarvios.

Mas mais importante do que tudo isso estive 8 dias, 24 h sobre 24 h, ao lado das duas pessoas mais importantes da minha vida. Por elas, com elas, tive as melhores férias de sempre. Obrigado meus amores!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Orgulho em ser tua mãe!

É isso que eu sinto meu amor. Quando eras bem pequena e tentava imaginar como serias com 8 anos sentia um frio na barriga, como sinto agora quando te tento imaginar com 16. Sentia medo de não saber ser mãe de uma menina mais crescida. Mas assim como tu cresceste também eu cresci como mãe. Dia a dia vamos andando e aprendendo a ser mãe e filha. E hoje, quando olho para ti, vejo-te mais linda que nunca. Mais empenhada naquilo que gostas, mais sossegada quando é mesmo necessário, mais curiosa e inteligente. Quando a tua professora me mostra os teus trabalhos e te elogia eu sinto vontade de ir pela rua fora mostrar a todos o quanto é bom ter uma filha assim. Quando ela me diz, que apesar de mais madura e por isso mais concentrada, não perdeste essa tua espontaneidade para dar e receber miminhos eu entendo exactamente o que ela quer dizer. Porque tu és assim. Carinhosa, meiga. E eu sinto-me a mãe mais sortuda da face da terra. Porque te sinto feliz, porque te sei feliz!

terça-feira, 30 de junho de 2009

A coroa da Santa

Detesto quando ajo em função dos costumes e não daquilo em que acredito.
Eram 9 da noite quando tocam à campainha. Surgem duas senhoras da minha aldeia. Vinham, segundo me disseram, em nome de todas as mulheres lá da terra. Nessa altura comecei a lembrar-me das "mulheres de Bragança". Afinal não tinha nada a ver. Estavam a fazer um peditório para comprar uma coroa para a Nª Srª da Conceição uma santa da Igreja da aldeia.
- Coitada da Santa! Então ela não tem coroa? - Não consegui deixar de ser irónica, mas elas não fizeram caso. Lá continuaram a dizer que até já a tinham mandado fazer e era assim para o "carote".
E foi aqui que eu errei. Em vez de lhes dizer que na minha opinião quem tem de comprar esses acessórios é a Igreja e não o povo, em vez de dizer que a Santa deveria preferir que ajudassem alguém com o dinheiro da coroa, em vez de dizer que deviam guardar o dinheiro para as pessoas que realmente passam necessidades, em vez de aconselhar essas senhoras a gastarem o tempo a fazer algo mais útil para a comunidade, colaborei nesta acção. Doei pouco, mas mesmo assim arrependo-me de cada cêntimo gasto com isto. Perdi a oportunidade de mostrar o meu ponto de vista e talvez alterar a forma pequenina de pensar de algumas pessoas. Fiz aquilo que vi fazer toda a minha vida e não consegui cortar com isso. E apesar de ter feito aquilo que era esperado de mim, sinto-me mal. Porque detesto agir assim. Porque eu não quero ser assim!