
Março: nasce a Mi.
Abril: nasce a Li.
Maio: nasce a Ri.
Três meses, três meninas, três sobrinhas netas!
Relatos de pequenos nadas que fazem o grande acontecimento que é a vida.



O telemóvel surgiu para facilitar o contacto entre as pessoas. Pelo menos é assim que o vejo. Poucos, ou nenhuns, de nós conseguem andar no dia-a-dia sem telemóvel. Quando por acaso isso acontece sentimo-nos vulneráveis, indefesos, pois a certeza de estarmos sempre contactáveis dá-nos algum tipo de segurança. No entanto tem-se vindo a assistir a uma dependência cada vez maior deste tipo de aparelho. Se no início ter telemóvel era um luxo, a partir de um dado momento, e em virtude da descida de preços que estes sofreram, estranho é não se ter telemóvel. Mesmo as pessoas mais velhas, que por norma eram mais avessas a este tipo de tecnologias, não passam agora sem eles. O normal não é ter telemóvel, mas sim, ter vários telemóveis, vários números, de várias redes. Chegamos ao ponto de haver quem esteja constantemente ao telemóvel. A falar, a mandar sms, toques, a jogar, a tirar fotos, e milhentas outras coisas que ainda não conheço. Não conseguem ter uma conversa mais de 5 minutos sem recorrerem ao dito. Não conseguem fazer uma refeição sem pegarem no aparelho. O cúmulo da situação é passarem a ceia de Natal a mandar mensagens e toques. É estarem no almoço de Páscoa em casa dos avós, numa mesa com grande parte da família e passarem o tempo todo agarrados ao telemóvel. O grave disto é que não falo de jovens a quem se deve chamar á atenção, mas sim de adultos, pessoas com formação e que deveriam conhecer as regras de boa educação. Porque é disto que se trata. Boa educação. Deixamos que um simples aparelho mude a forma como nos relacionamos com os outros. 