quinta-feira, 21 de maio de 2009

Histórias ao deitar


Ouves uma história ao deitar desde muito pequenina. A mãe e o pai começaram a ler-te todas as noites e agora ficas admirada quando algum dos teus amigos te diz que não ouve uma história antes de dormir. Tens uma colecção grande de livros mas não te importas de ouvir a mesma história várias vezes. Normalmente és tu que escolhes o que queres que te leiam mas quando recebes um livro novo a escolha fica automaticamente feita. Aos poucos tenho vindo a tentar ler-te livros maiores, com menos imagens e mais conteúdo. O livro do momento é "O Princepezinho" de Antoine Saint-Exupéry. E tem sido muito boa esta leitura. Lida pelo pai para mãe e filha. Estamos a gostar muito e as ilustrações fazem-te rir. Talvez ainda sejas muito pequena para entender todas as mensagens que o livro transmite, mas entendes á tua maneira, com a tua visão das coisas. Será um livro para guardar e voltar a ler daqui a mais algum tempo. Esta é uma história que nos ensina a ver para além do óbvio. Que nos ensina a interrogar, a querer saber sempre mais. A nós já nos cativou.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Para quem acredita no amor!

Da minha janela


Sabes que gosto de te ver? Gosto de estar na janela e olhar-te. E ver a maneira como brincas sem saberes que estás a ser observada. O baloiço novo faz as tuas delicias. Parece que voas e deve ser isso que sentes, não é?

Agora tentas alcançar os ramos da cerejeira. Esticas-te, saltas, mas as cerejas acabam por escapar aos teus dedos. Sabes que não deves comê-las pois ainda estão verdes mas sempre servem para brincar.

Descobriste que já consegues andar muito bem de bicicleta mas isso não impede que caias. Não gosto de te ver chorar. Tens que ter mais cuidado, meu amor.
Ainda saltas á corda mas já sem o mesmo interesse de antes. Agora que já saltas para a frente e para trás, com os dois pés e apenas com um, a correr ou no mesmo sítio, a corda deixou de ser um desafio. Outros virão e eu estarei aqui a olhar-te da minha janela.

Sabes que gosto de te ver?

terça-feira, 12 de maio de 2009

As cinco coisas de que gosto


A Mariinha, que é uma querida, ofereceu-me este prémio. Com ele o desafio de enumerar cinco coisas de que gosto. Aqui vão elas:

- Gosto, adoro, amo o meu marido e a minha filha. São a minha riqueza e o meu porto seguro. A eles volto depois de um dia de trabalho para me dar. É deles que tiro as forças quando me sinto fraquejar. São o melhor de mim e o melhor da minha vida.

- Gosto muito da minha família. E como tenho uma família grande sinto-me sempre rodeada de pessoas que também gostam de mim.

- Gosto muito da minha casa. Construída como nós idealizamos, num local que me diz muito e onde eu sinto o amor sempre no ar. Pode ser fantasia minha mas sinto-me mesmo em paz na minha casa. É como se ali o mal não conseguisse entrar.

- Gosto muito de ler. Neste momento leio três livros: A Vontade de Regresso da Ana C. - quase, quase a acabar de ler. O Regresso de Victoria Hislop - ainda agora comecei mas parece-me muito interessante. O Equador de Miguel Sousa Tavares - porque a série de televisão me despertou novamente para este livro. Apesar de o ter lido uma vez a vontade de o reler foi mais forte.

- Gosto muito de manhãs de domingo na cama com os meus amores. De caricias e declarações de amor da minha menina. De me sentir mimada. De me sentir mais eu e gostar disso. Gosto dos dias em que gosto de mim.

Agora o desafio fica feito a quem passa por aqui. E assim, aos poucos, ficamos a conhecer-nos cada vez melhor.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Telemóveis – um mal/bem necessário

O telemóvel surgiu para facilitar o contacto entre as pessoas. Pelo menos é assim que o vejo. Poucos, ou nenhuns, de nós conseguem andar no dia-a-dia sem telemóvel. Quando por acaso isso acontece sentimo-nos vulneráveis, indefesos, pois a certeza de estarmos sempre contactáveis dá-nos algum tipo de segurança. No entanto tem-se vindo a assistir a uma dependência cada vez maior deste tipo de aparelho. Se no início ter telemóvel era um luxo, a partir de um dado momento, e em virtude da descida de preços que estes sofreram, estranho é não se ter telemóvel. Mesmo as pessoas mais velhas, que por norma eram mais avessas a este tipo de tecnologias, não passam agora sem eles. O normal não é ter telemóvel, mas sim, ter vários telemóveis, vários números, de várias redes. Chegamos ao ponto de haver quem esteja constantemente ao telemóvel. A falar, a mandar sms, toques, a jogar, a tirar fotos, e milhentas outras coisas que ainda não conheço. Não conseguem ter uma conversa mais de 5 minutos sem recorrerem ao dito. Não conseguem fazer uma refeição sem pegarem no aparelho. O cúmulo da situação é passarem a ceia de Natal a mandar mensagens e toques. É estarem no almoço de Páscoa em casa dos avós, numa mesa com grande parte da família e passarem o tempo todo agarrados ao telemóvel. O grave disto é que não falo de jovens a quem se deve chamar á atenção, mas sim de adultos, pessoas com formação e que deveriam conhecer as regras de boa educação. Porque é disto que se trata. Boa educação. Deixamos que um simples aparelho mude a forma como nos relacionamos com os outros.
Será isto um mal ou um bem necessário? Não deveríamos antes privilegiar o contacto físico, humano entre as pessoas? Esquecemo-nos que já vivemos sem eles, e não era tão mau assim, pois não?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Este ano o dia da mãe

começou de forma diferente. A C e o JM ficaram a dormir lá em casa e de manhã foram todos para a minha cama. A Bia adora ter os primos lá em casa e eu adorei sentir-me mimada por mais 2 crianças. O JM mais contido nas manifestações de carinho sorria muito. A C imitava a Bia e dava beijinhos e abraços até sofucar! À semelhança do dia do Pai a Bia quis trazer-me o pequeno almoço á cama. O pai ajudou-a e a carinha dos primos era de surpresa com estas novidades. É nestas alturas que começo a pensar que poderiam ser todos meus filhos. A diferença de idades era compatível com isso. Seria uma pessoa diferente tendo mais filhos? Saberia lidar com as exigências que três crianças colocam? Ficam as questões a bailar na minha mente e as respostas a oscilarem á medida que os desafios vão surgindo.

O resto do dia trouxe um almoço em família e a visita à mãe e à sogra. Mais do que um dia da Mãe bem passado foi um fim de semana prolongado que me soube muito bem. Descansei, visitei os meus, organizei e realizei tarefas que vinham sendo adiadas e agora começo a semana bem mais relaxada. O mimo faz bem ao corpo e à alma!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Trabalho para que te quero


Acabei de atender um jovem que vinha á procura de trabalho. A empresa onde estava a laborar fechou. Entreguei-lhe uma ficha de inscrição e informei-o que quando surgisse alguma vaga seria contactado. Disse-me que precisava mesmo de trabalho pois tinha família, filhos. Enquanto preenchia a ficha foi contando que já tinha ido ao centro de emprego fazer a inscrição e pedir o subsídio. No entanto vinha muito desiludido pois foi informado que teria que fazer trabalho comunitário. Que aquilo era um absurdo pois além de tudo não iria receber nada além do subsídio pelo trabalho que efectuasse.

Não conheço as regras do centro de emprego. Não sei que tipo de trabalho comunitário eles fazem, mas parece-me adequado arranjar alguma ocupação para as pessoas enquanto não encontram trabalho. A procura de um emprego pode ser um trabalho a tempo inteiro, é por certo uma tarefa desgastante, mas também sabemos que muitas pessoas habituadas a receber subsídios nada fazem no sentido de encontrar um trabalho. Há cerca de 6 meses tivemos uma vaga na fábrica. Pedimos ao centro de emprego, mas não surgiu ninguém. Acabámos por colocar um cartaz “admite-se pessoal” na janela. Passados uns dias aparece um senhor de meia-idade, retira uma folha do bolso, desdobra-a e diz: - Gostava de saber se me podiam por o carimbo para o centro de emprego? É que eles agora dizem que é obrigatório… – Apesar da placa ele não perguntou que tipo de pessoa precisávamos, que tipo de tarefa teria que realizar, porque simplesmente ele não queria trabalho. Queria apenas o carimbo e o consequente subsidio.
Enquanto existir este tipo de pessoas subsidio dependentes, a quem o valor pago pelas instituições publicas basta, que não valorizam o trabalho, que apenas pensam na melhor forma de contornar as regras, o país nunca avançará. E este não é um país que me orgulhe!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Coisas Dela

Começo a pensar que talvez ande a comprar brinquedos demais à minha filha quando ela me diz:

- Dás-me tantos coisas que nem sei com o que é que vou brincar!

Isto apesar de não dar metade do que ela me pede...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Famílias Modernas

Mais uma manhã acorda. Entro no teu quarto e vejo-te tão serena. Ainda dormes profundamente. Mas tens companhia. Um cão, um gato, um coelho. Devagar, apesar da pressa que sinto, começo a mexer-te. Uma festinha na mão, uma caricia no rosto, um beijo tão ao de leve que quase parece soprado. Um odor quente de morangos doces ou framboesas silvestres liberta-se dos teus leves caracóis.
- Então meu amor, tiveste companhia esta noite? Vieram ter contigo ou ainda te levantas-te depois de eu sair ontem à noite? - Começas a entreabrir os olhos. Sorris. E o dia começa. Contigo renasce a vida nesta casa. Não existe mais silêncio.
-Sabes mamã, eles não queriam ficar sozinhos por isso vieram dormir comigo. O cão é o papá, a gata é a mamã e o coelhinho é o filhote deles. - Soltas uma gargalhada com a minha expressão.
- Um cão e uma gata têm um coelho como filho? Muito engraçado!
- Pois. O cão e a gata até podiam casar mas acho que não podiam ter uma coelhinho como filho, pois não?
- Não, penso que não...
- Mas sabes esta é uma família moderna.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Porque hoje é Dia do Livro

Nunca gostei de filmes de terror. Vi alguns e morria de medo. Talvez seja essa a piada mas a mim não me conquistaram. Recuso-me a ver. No entanto nunca tinha experimentado ler um livro de terror. Esta semana comecei a ler " A Luz" de Stephen King. Não conhecia o autor e não sabia o que me esperava. Bem, isto é um livro de terror. A história é interessante mas não deixa de ser um romance em que existe um nível elevado de terror psicológico. Às tantas já dava por mim a ouvir vozes e barulhos atrás de mim. Contudo não conseguia parar. Acabei agora. Conclusão: gostei, apesar de não ser o meu estilo literário de eleição. Talvez venha a repetir este tipo de leitura mas sem muito entusiasmo. Apesar disso, terror por terror, prefiro o do livro. É que basta fechá-lo e o medo quase desaparece.