
Sabes que gosto de te ver? Gosto de estar na janela e olhar-te. E ver a maneira como brincas sem saberes que estás a ser observada. O baloiço novo faz as tuas delicias. Parece que voas e deve ser isso que sentes, não é?
Agora tentas alcançar os ramos da cerejeira. Esticas-te, saltas, mas as cerejas acabam por escapar aos teus dedos. Sabes que não deves comê-las pois ainda estão verdes mas sempre servem para brincar.
Descobriste que já consegues andar muito bem de bicicleta mas isso não impede que caias. Não gosto de te ver chorar. Tens que ter mais cuidado, meu amor.
Ainda saltas á corda mas já sem o mesmo interesse de antes. Agora que já saltas para a frente e para trás, com os dois pés e apenas com um, a correr ou no mesmo sítio, a corda deixou de ser um desafio. Outros virão e eu estarei aqui a olhar-te da minha janela.
Sabes que gosto de te ver?










