Começo a pensar que talvez ande a comprar brinquedos demais à minha filha quando ela me diz:
- Dás-me tantos coisas que nem sei com o que é que vou brincar!
Isto apesar de não dar metade do que ela me pede...
Criar Espaço
Há 2 dias
Relatos de pequenos nadas que fazem o grande acontecimento que é a vida.
Nunca gostei de filmes de terror. Vi alguns e morria de medo. Talvez seja essa a piada mas a mim não me conquistaram. Recuso-me a ver. No entanto nunca tinha experimentado ler um livro de terror. Esta semana comecei a ler " A Luz" de Stephen King. Não conhecia o autor e não sabia o que me esperava. Bem, isto é um livro de terror. A história é interessante mas não deixa de ser um romance em que existe um nível elevado de terror psicológico. Às tantas já dava por mim a ouvir vozes e barulhos atrás de mim. Contudo não conseguia parar. Acabei agora. Conclusão: gostei, apesar de não ser o meu estilo literário de eleição. Talvez venha a repetir este tipo de leitura mas sem muito entusiasmo. Apesar disso, terror por terror, prefiro o do livro. É que basta fechá-lo e o medo quase desaparece.
À Mariinha porque é assim que quero continuar: jovem de pensamento. Capaz de envelhecer mas nunca de deixar de reflectir e de actualizar o pensamento.

À My Star`s porque parece que estamos de arrepiar.

A todas muito obrigado por se terem lembrado de nós. Deixo-os á disposição de quem por cá passar.
A B. é uma criança muito carinhosa. Quando gosta de alguém beija, abraça, pede colo, enfim adora dar e receber miminho. Contudo, e apesar de adorar as irmãs, avós, tias, primas, professora, sempre teve predilação pelo sexo oposto. Desde bem pequenina que prefere o colo dos tios, dos primos, do padrinho. Chega a ser chata de tão insistente que é. Este facto chegou a preocupar-me ao ponto de pensar em levá-la ao psicólogo. O ponto alto do problema aconteceu á pouco mais de um ano atrás. A Bia começou a ter aulas individuais de violino, 45 minutos por semana. O professor, um italiano muito engraçado, cativou-a facilmente. Como era muito pequena (ainda não tinha 7 anos) as aulas tinham uma vertente muito lúdica. Os exercícios eram feitos de modo a parecerem brincadeiras e assim conseguir prender-lhe a atenção. Quando ía levá-la ás aulas ela corria para o colo do professor. Quando a ía buscar encontrava-a muitas vezes ao colo dele. Isto começou a incomodar-me. Na verdade não existia o mais pequeno indicio de que algo de anormal de passasse mas eu não ficava descansada. Falei com a responsável pela Escola de Musica, que por acaso é da minha família. Foi muito franca. Conhecia o professor á alguns anos, tinha capacidades reconhecidas e nunca tinha ouvido nada que lhe incutisse suspeitas de qualquer ordem. No entanto sugeriu-me que ficasse a assistir ás aulas. Falei com o professor que achou muito boa ideia. Na sua opinião a minha presença talvez facilitasse a concentração. A partir desse momento as aulas começaram a render mais. Eu conseguia ajudá-la mais em casa pois relembrava-a das dicas do professor. Este ano lectivo o professor mudou e agora tem uma professora. Que ela também gosta mas com quem nunca brincou como fazia com o professor M. Continua a falar dele com muito carinho e sei que provavelmente as minhas inquietações eram infundadas. Mas no fundo ninguém conhece ninguém. E por melhores que sejam as referências curriculares de alguém isso nada nos diz sobre o intimo da pessoa.
E depois de longos meses de espera o Magalhães chegou finalmente.
Na semana passada encontrei, por acaso, uma colega de trabalho que não via á vários anos. Conversamos pouco tempo mas o suficiente para sabermos os factos mais importantes que nos aconteceram entretanto. Depois de trocarmos números de telemóveis seguiu cada uma o seu caminho. Vim para casa a pensar na razão das pessoas se afastarem. Numa determinada altura das nossas vidas fomos amigas. Nunca muito chegadas mas o suficiente para conhecermos a família, a história de vida, os problemas que mais nos afligiam. Contudo, com a mudança de local de trabalho acabamos por nos afastar. Deixamos que a distância física se transforme em distancia afectiva. E não devia ser assim. Penso na quantidade de pessoas que já foram importantes para mim e que por qualquer razão acabei por perder o contacto. Algumas delas continuam a povoar o meu pensamento de vez em quando. São pessoas que me marcaram e de quem nunca me vou esquecer. No entanto não sei nada delas. Se casaram, separaram, têm filhos, são felizes...À Ana C. tenho que agradecer por me ter desafiado a abrir o coração e revelar um pouco da minha vida.