segunda-feira, 20 de abril de 2009

Notícias de segunda-feira

Na viagem a caminho do trabalho aproveito para ouvir as notícias da manhã. Sintonizo o rádio na TSF e espero que hoje as notícias sejam menos más que no dia anterior. Que, para variar, haja pelo menos uma noticia boa. Porque a apresentação de qualquer bloco noticiário não é: " E agora apresentamos as más noticias do país e do mundo". E no fundo deveria ser. Porque nunca, ou quase nunca, se dão boas notícias. E estas também devem existir. Assim restam-nos as desgraças que crescem por este país fora. No meio destas ouço:


Deveria ficar escandalizada? Pois, mas neste país esta é uma daquelas noticias que não causam admiração. O aproveitamento, ou tentativa, dos bens públicos é algo usual. Nas empresas publicas ou nos organismos locais. O desperdício, o faz e deita abaixo, o esbanjar dos dinheiros das autarquias é indisfarçável. Num meio pequeno como aquele em que vivo vê-se isso a cada esquina. Os amigos e familiares dos autarcas e funcionários de organismos públicos são favorecidos em detrimento de todos os outros. As cunhas são essenciais. Todos sabemos disso mas no fundo ninguém faz nada para evitar esta situação.

Da minha secretária observo quatro trabalhadores camarários. Limpam areia que restou do arranjo do passeio. Cada um tem uma vassoura. De cada vez que um começa a varrer ou outros param e observam. Dois a três minutos depois aquele pára para dar lugar a outro. E assim continuam. Não sei por quanto tempo pois não fiquei para saber. Fico revoltada, com vontade de ir lá e perguntar-lhes se não têm vergonha. Porque eu tenho. Vergonha de viver num país assim, de aproveitadores, preguiçosos, corruptos, cobardes. Que falam, falam, falam, ou escrevem, e não dizem nada!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Finalmente chegou!

E depois de longos meses de espera o Magalhães chegou finalmente.
Será isto uma boa notícia?

Saiu a correr do ATL e assim que chegámos a casa correu para o Magalhães. O pai já o tinha colocado á carga e estava pronto a ser utilizado.

Qual era a pressa em ligar o PC?

Ver qual o nível a que conseguia chegar do jogo xpto para poder dizer ás colegas!

Estou mesmo a ver que este bendito Magalhães ainda me vai dar muitas dores de cabeça!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Amigos

Na semana passada encontrei, por acaso, uma colega de trabalho que não via á vários anos. Conversamos pouco tempo mas o suficiente para sabermos os factos mais importantes que nos aconteceram entretanto. Depois de trocarmos números de telemóveis seguiu cada uma o seu caminho. Vim para casa a pensar na razão das pessoas se afastarem. Numa determinada altura das nossas vidas fomos amigas. Nunca muito chegadas mas o suficiente para conhecermos a família, a história de vida, os problemas que mais nos afligiam. Contudo, com a mudança de local de trabalho acabamos por nos afastar. Deixamos que a distância física se transforme em distancia afectiva. E não devia ser assim. Penso na quantidade de pessoas que já foram importantes para mim e que por qualquer razão acabei por perder o contacto. Algumas delas continuam a povoar o meu pensamento de vez em quando. São pessoas que me marcaram e de quem nunca me vou esquecer. No entanto não sei nada delas. Se casaram, separaram, têm filhos, são felizes...

Combinámos tomar café um dia destes. Pôr a conversa em dia. E quero mesmo cumprir isso porque gostei muito de a rever. De saber que está bem. É que amigos nunca são demais.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Foram quatro dias

que me pareceram algumas horas. Enquanto vou lendo por aí que estes dias foram óptimos para descansar eu sinto-me a precisar de fim-de-semana.
Foram quatro dias em que tratei do jardim, fiz limpezas a fundo na casa, cozinhei muito. Estou de rastos. Salva-me a sensação de dever cumprido.
No entanto foram quatro dias que acabaram em cheio. A segunda feira depois da Páscoa é tradicionalmente a Páscoa na minha aldeia. E ter a visita da família é tão bom. Adorei passar o dia assim, em família, no meu espaço. E se o simbolismo religioso da Páscoa cada vez me diz menos a oportunidade de juntar a família sobrepõe-se a tudo isso. Venham mais dias assim!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Uma Simples História de Amor

Começou por um olhar, um sorriso, um aperto de mão. Eu recém chegada a um local de trabalho diferente de tudo o que conhecia até aí. A timidez e insegurança de me encontrar num grupo de pessoas antigas na empresa, em que todos se conheciam e os grupos estavam formados faziam-me sentir ainda mais frágil. Ele integrado, á vontade dava-se a conhecer. Não o amei no primeiro dia, semana, mês. Primeiro admirei-o. A sua beleza cativou-me. A sua inteligência fascinou-me. A sua simplicidade desarmou-me. Dois meses passaram. Depois de uma ceia de Natal da empresa levou-me a casa. Antes mostrou-me a decoração de Natal da cidade. Uma noite fria, mas quente. Escura, mas luminosa. Longa, mas tão breve. Selou-se a noite com um beijo. Um apenas. Inesquecível.
A partir daqui houve avanços e recuos. As barreiras que se erguiam entre nós eram enormes. Eu com 19 anos, ele com 40. Eu livre de compromissos, ele divorciado e com dependentes a seu cargo. As pressões da minha família e amigos fizeram-se sentir fortemente. Aqueles que não eram claramente contra também não davam o seu apoio. Contudo os momentos em que estávamos juntos faziam esquecer tudo isso. A partilha dos mesmos valores, a forma como encarávamos a vida e as situações, a comunhão de ideias e ideais, no fundo o amor um pelo outro venceu. Não foi uma opção tomada de um dia para o outro. Foi pensada, reflectida. Um ano e seis meses depois do primeiro beijo casámos. A família esteve presente. Hoje, vencidas que foram a reservas iniciais, estimam-se. Arrisco até a dizer que se admiram uns aos outros.
Este Verão celebraremos onze anos de casamento, de vida partilhada em todos os aspectos. E ainda sentimos que tomámos a opção correcta. Ainda nos amamos como no inicio, ou mais. Porque agora é um amor maduro, que ultrapassou os obstáculos e venceu. Que deu frutos. O nascimento da nossa filha fortaleceu-nos ainda mais e, hoje, sabemos que ficaremos juntos para sempre e que nunca houve ou haverá, para nós, história de amor mais bela que esta.

À Ana C. tenho que agradecer por me ter desafiado a abrir o coração e revelar um pouco da minha vida.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Perguntas parvas!


- Posso adiar a páscoa 1 mês?

- Posso avariar o telefone e assim não ter que inventar desculpas para as entregas estarem atrasadas?

- Posso inventar que estou doente (stress é doença, não é?) e só voltar ao trabalho depois do dia 14?

- Posso dizer aos clientes que as urgências atendem-se no hospital e não aqui?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Rei fez anos!

E espero que ele se tenha sentido assim. Um rei muito mimado. A Bia acordou cedinho e foi chamar-me para prepararmos o pequeno almoço ao pai. Claro que ele, que já estava acordado, fez questão de se levantar. Ela, carinhosa, insistiu para ele dormir mais um bocadinho. Ele, compreensivo, concordou. Enquanto preparei o pequeno almoço ela fez-lhe um desenho. Em belo coração com um "amo-te" escrito bem no centro. Ao lado o desenho da família feliz. A mãe e o pai de mão dada e ela ao lado a sorrir. Depois do pequeno almoço tomado na cama (pelos três) seguiram-se cócegas, carinhos, beijos, e mil declarações de amor. O dia continuou assim. Os três juntos. A visita á tia, aos avós. Acabámos em casa. Uma pizza, uma fatia de bolo, uma taça de champanhe. Um dia simples, calmo e no entanto tão bem passado. Parabéns meu amor.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Utopia?

A notícia de destaque destes dias é a reunião do G20. Quem vai ou não vai, as manifestações, os resultados esperados. O bombardeamento de notícias sobre este tema está por todo o lado. Rádios, televisão, jornais e até blogues dão destaque ao evento. Parece que reside aí a solução para os problemas da nossa sociedade.
Aqui vi uma outra forma de encarar o mesmo assunto. Uma visão diferente daquela que nos querem passar.
As pequenas revoltas que sentimos acabarão por mudar este mundo injusto. Será isto uma utopia? Talvez, mas prefiro pensar que o Homem irá evoluir para uma sociedade mais justa. Prefiro pensar assim. Por mim, pelos meus. Por todos nós.

terça-feira, 31 de março de 2009

Não chores mais...

"Hoje sinto um nó no peito". É assim que a tua avó descreve a sensação de tristeza, angústia. É assim que eu me sinto hoje. As tuas lágrimas cortam-me o coração. O teu choro ainda está a ecoar dentro de mim.
- Não chores meu amor. Não tens razão.
- Mas eu não quero ir...
Agora é sempre assim. Nos dias em que não tens escola não queres ir para o ATL.
- Alguém te trata mal?
- Não, mas eu não quero ir....
- Sabes que a mãe e o pai têm de trabalhar. Tu não podes ficar sozinha em casa!
- Mas eu não quero ir...
E eu não queria que fosses. Não assim a chorar. Sei que quando te for buscar vais estar bem. Vens contente e dizes que o dia correu muito bem. Liguei agora para lá. A professora da tua sala tranquilizou-me. Diz que estás serena. Já brincaram e agora estão a ver um filme. Não te acha triste e nem entende a razão do teu choro pois lá demonstras estar alegre, espevitada foi a palavra que usou. Diz que esta reacção pode estar relacionada com a falta das coleguinhas mais próximas que nestes dias não estão. Logo vamos, uma vez mais, conversar sobre tudo isto. Espero que entendas que se a mão e o pai pudessem estavam contigo o dia todo. E que tu estás sempre no nosso pensamento...

segunda-feira, 30 de março de 2009

As minhas leituras

Respondendo ao desafio da Marinha aqui fica a 5ª frase da página 161 do livro mais próximo:
" Desde que o centro de detenção de Guantánamo abriu, no início de 2002, foram comunicadas mais de quarenta e uma tentativas de suícidio de vinte e três detidos."
O livro "O Meu Diário de Guantánamo" de Mahvish Rukhsana Khan.

Título: O Meu Diário de GuantánamoAutor(es):Khan, Mahvish Rukhsana
«O Meu Diário de Guantánamo é o primeiro livro que dá vida ao local e aos prisioneiros. Ao mesmo tempo triste, revoltante, mas também comovente e enternecedor, está maravilhosamente escrito. É um livro espantoso.»

— ARYEH NEIER, presidente do Open Society Institute e antigo director executivo da Human Rights Watch

Um livro actual que reflete o problema que se coloca á sociedade de hoje. A definição de terrorista, a aplicação de penas, a defesa das liberdades, a presunção de inocência até prova em contrário que não existe na prisão de Guantánamo.

Estas são as regras do desafio:

1º - Pegar no livro mais próximo;
2º - Abrir na página 161;
3º - Procurar a quinta frase completa;
4º - Colocar a frase do blog;
5º - Indicar 5 pessoas para continuarem a tarefa.

Digam-me o que andam a ler: