terça-feira, 14 de abril de 2009

Foram quatro dias

que me pareceram algumas horas. Enquanto vou lendo por aí que estes dias foram óptimos para descansar eu sinto-me a precisar de fim-de-semana.
Foram quatro dias em que tratei do jardim, fiz limpezas a fundo na casa, cozinhei muito. Estou de rastos. Salva-me a sensação de dever cumprido.
No entanto foram quatro dias que acabaram em cheio. A segunda feira depois da Páscoa é tradicionalmente a Páscoa na minha aldeia. E ter a visita da família é tão bom. Adorei passar o dia assim, em família, no meu espaço. E se o simbolismo religioso da Páscoa cada vez me diz menos a oportunidade de juntar a família sobrepõe-se a tudo isso. Venham mais dias assim!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Uma Simples História de Amor

Começou por um olhar, um sorriso, um aperto de mão. Eu recém chegada a um local de trabalho diferente de tudo o que conhecia até aí. A timidez e insegurança de me encontrar num grupo de pessoas antigas na empresa, em que todos se conheciam e os grupos estavam formados faziam-me sentir ainda mais frágil. Ele integrado, á vontade dava-se a conhecer. Não o amei no primeiro dia, semana, mês. Primeiro admirei-o. A sua beleza cativou-me. A sua inteligência fascinou-me. A sua simplicidade desarmou-me. Dois meses passaram. Depois de uma ceia de Natal da empresa levou-me a casa. Antes mostrou-me a decoração de Natal da cidade. Uma noite fria, mas quente. Escura, mas luminosa. Longa, mas tão breve. Selou-se a noite com um beijo. Um apenas. Inesquecível.
A partir daqui houve avanços e recuos. As barreiras que se erguiam entre nós eram enormes. Eu com 19 anos, ele com 40. Eu livre de compromissos, ele divorciado e com dependentes a seu cargo. As pressões da minha família e amigos fizeram-se sentir fortemente. Aqueles que não eram claramente contra também não davam o seu apoio. Contudo os momentos em que estávamos juntos faziam esquecer tudo isso. A partilha dos mesmos valores, a forma como encarávamos a vida e as situações, a comunhão de ideias e ideais, no fundo o amor um pelo outro venceu. Não foi uma opção tomada de um dia para o outro. Foi pensada, reflectida. Um ano e seis meses depois do primeiro beijo casámos. A família esteve presente. Hoje, vencidas que foram a reservas iniciais, estimam-se. Arrisco até a dizer que se admiram uns aos outros.
Este Verão celebraremos onze anos de casamento, de vida partilhada em todos os aspectos. E ainda sentimos que tomámos a opção correcta. Ainda nos amamos como no inicio, ou mais. Porque agora é um amor maduro, que ultrapassou os obstáculos e venceu. Que deu frutos. O nascimento da nossa filha fortaleceu-nos ainda mais e, hoje, sabemos que ficaremos juntos para sempre e que nunca houve ou haverá, para nós, história de amor mais bela que esta.

À Ana C. tenho que agradecer por me ter desafiado a abrir o coração e revelar um pouco da minha vida.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Perguntas parvas!


- Posso adiar a páscoa 1 mês?

- Posso avariar o telefone e assim não ter que inventar desculpas para as entregas estarem atrasadas?

- Posso inventar que estou doente (stress é doença, não é?) e só voltar ao trabalho depois do dia 14?

- Posso dizer aos clientes que as urgências atendem-se no hospital e não aqui?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Rei fez anos!

E espero que ele se tenha sentido assim. Um rei muito mimado. A Bia acordou cedinho e foi chamar-me para prepararmos o pequeno almoço ao pai. Claro que ele, que já estava acordado, fez questão de se levantar. Ela, carinhosa, insistiu para ele dormir mais um bocadinho. Ele, compreensivo, concordou. Enquanto preparei o pequeno almoço ela fez-lhe um desenho. Em belo coração com um "amo-te" escrito bem no centro. Ao lado o desenho da família feliz. A mãe e o pai de mão dada e ela ao lado a sorrir. Depois do pequeno almoço tomado na cama (pelos três) seguiram-se cócegas, carinhos, beijos, e mil declarações de amor. O dia continuou assim. Os três juntos. A visita á tia, aos avós. Acabámos em casa. Uma pizza, uma fatia de bolo, uma taça de champanhe. Um dia simples, calmo e no entanto tão bem passado. Parabéns meu amor.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Utopia?

A notícia de destaque destes dias é a reunião do G20. Quem vai ou não vai, as manifestações, os resultados esperados. O bombardeamento de notícias sobre este tema está por todo o lado. Rádios, televisão, jornais e até blogues dão destaque ao evento. Parece que reside aí a solução para os problemas da nossa sociedade.
Aqui vi uma outra forma de encarar o mesmo assunto. Uma visão diferente daquela que nos querem passar.
As pequenas revoltas que sentimos acabarão por mudar este mundo injusto. Será isto uma utopia? Talvez, mas prefiro pensar que o Homem irá evoluir para uma sociedade mais justa. Prefiro pensar assim. Por mim, pelos meus. Por todos nós.

terça-feira, 31 de março de 2009

Não chores mais...

"Hoje sinto um nó no peito". É assim que a tua avó descreve a sensação de tristeza, angústia. É assim que eu me sinto hoje. As tuas lágrimas cortam-me o coração. O teu choro ainda está a ecoar dentro de mim.
- Não chores meu amor. Não tens razão.
- Mas eu não quero ir...
Agora é sempre assim. Nos dias em que não tens escola não queres ir para o ATL.
- Alguém te trata mal?
- Não, mas eu não quero ir....
- Sabes que a mãe e o pai têm de trabalhar. Tu não podes ficar sozinha em casa!
- Mas eu não quero ir...
E eu não queria que fosses. Não assim a chorar. Sei que quando te for buscar vais estar bem. Vens contente e dizes que o dia correu muito bem. Liguei agora para lá. A professora da tua sala tranquilizou-me. Diz que estás serena. Já brincaram e agora estão a ver um filme. Não te acha triste e nem entende a razão do teu choro pois lá demonstras estar alegre, espevitada foi a palavra que usou. Diz que esta reacção pode estar relacionada com a falta das coleguinhas mais próximas que nestes dias não estão. Logo vamos, uma vez mais, conversar sobre tudo isto. Espero que entendas que se a mão e o pai pudessem estavam contigo o dia todo. E que tu estás sempre no nosso pensamento...

segunda-feira, 30 de março de 2009

As minhas leituras

Respondendo ao desafio da Marinha aqui fica a 5ª frase da página 161 do livro mais próximo:
" Desde que o centro de detenção de Guantánamo abriu, no início de 2002, foram comunicadas mais de quarenta e uma tentativas de suícidio de vinte e três detidos."
O livro "O Meu Diário de Guantánamo" de Mahvish Rukhsana Khan.

Título: O Meu Diário de GuantánamoAutor(es):Khan, Mahvish Rukhsana
«O Meu Diário de Guantánamo é o primeiro livro que dá vida ao local e aos prisioneiros. Ao mesmo tempo triste, revoltante, mas também comovente e enternecedor, está maravilhosamente escrito. É um livro espantoso.»

— ARYEH NEIER, presidente do Open Society Institute e antigo director executivo da Human Rights Watch

Um livro actual que reflete o problema que se coloca á sociedade de hoje. A definição de terrorista, a aplicação de penas, a defesa das liberdades, a presunção de inocência até prova em contrário que não existe na prisão de Guantánamo.

Estas são as regras do desafio:

1º - Pegar no livro mais próximo;
2º - Abrir na página 161;
3º - Procurar a quinta frase completa;
4º - Colocar a frase do blog;
5º - Indicar 5 pessoas para continuarem a tarefa.

Digam-me o que andam a ler:

quinta-feira, 26 de março de 2009

As coisas que tu gostas ao deitar

Depois de adiares a ida para o quarto, por várias vezes, pedes ajuda para lavar os dentes pois sozinha não tens "paciência" e nunca ficam tão bem. De seguida vem a habitual história antes de dormir. Apesar de já leres com facilidade preferes que sejamos nós a ler. E se por acaso surge uma expressão mais engraçada temos que te mostrar onde está escrita para visualizares melhor.
Depois de apagarmos a luz pedes com aquela vozinha tão linda: - Mamã/papá podes me fazer festinhas? - Queres que te façam festinhas até adormeceres. Leves, suaves. Ainda antes de adormecer mais um beijinho. E que bem que te sabem. E que bem que nos sabem...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais vale tarde...

Foram precisos 8 anos mas consegui convencer a Bia a provar morangos. E o mais engraçado é que gostou. Com açúcar ou natas.
- Deliciosos, mamã!
Talvez seja por estar maior ou então está cansada de me ouvir dizer que são óptimos, maravilhosos. Na semana passada foi o abacaxi. Nunca queria sequer provar. Depois de muito insistir, comeu. Gostou. Vou continuar a insistir com os feijões, os legumes e mais uma infinidade de alimentos que só come disfarçados na sopa e mesmo assim por insistência minha. Quem sabe um dia destes acaba por me surpreender.

terça-feira, 24 de março de 2009

Nova moda?

A primeira vez ainda pensei que era um vestido, mas depois da situação se repetir caí em mim e fique estupefacta!
Será normal, a vizinha da rua de cima, vir passear o cãozinho em robe?
Eu sei que estamos na aldeia e o movimento não é muito, mas qual é a necessidade de andar com a roupa de dormir na rua? É que não é ás 7 h da manhã! Acontece ás 11/12 h, ou mesmo á tarde. Esta gente não tem um fato de treino para vestir se não têm paciência para se arranjarem? Serei só eu a achar deprimente esta falta de decoro?
Se calhar é porque não tenho cão. Será?