segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Rei fez anos!

E espero que ele se tenha sentido assim. Um rei muito mimado. A Bia acordou cedinho e foi chamar-me para prepararmos o pequeno almoço ao pai. Claro que ele, que já estava acordado, fez questão de se levantar. Ela, carinhosa, insistiu para ele dormir mais um bocadinho. Ele, compreensivo, concordou. Enquanto preparei o pequeno almoço ela fez-lhe um desenho. Em belo coração com um "amo-te" escrito bem no centro. Ao lado o desenho da família feliz. A mãe e o pai de mão dada e ela ao lado a sorrir. Depois do pequeno almoço tomado na cama (pelos três) seguiram-se cócegas, carinhos, beijos, e mil declarações de amor. O dia continuou assim. Os três juntos. A visita á tia, aos avós. Acabámos em casa. Uma pizza, uma fatia de bolo, uma taça de champanhe. Um dia simples, calmo e no entanto tão bem passado. Parabéns meu amor.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Utopia?

A notícia de destaque destes dias é a reunião do G20. Quem vai ou não vai, as manifestações, os resultados esperados. O bombardeamento de notícias sobre este tema está por todo o lado. Rádios, televisão, jornais e até blogues dão destaque ao evento. Parece que reside aí a solução para os problemas da nossa sociedade.
Aqui vi uma outra forma de encarar o mesmo assunto. Uma visão diferente daquela que nos querem passar.
As pequenas revoltas que sentimos acabarão por mudar este mundo injusto. Será isto uma utopia? Talvez, mas prefiro pensar que o Homem irá evoluir para uma sociedade mais justa. Prefiro pensar assim. Por mim, pelos meus. Por todos nós.

terça-feira, 31 de março de 2009

Não chores mais...

"Hoje sinto um nó no peito". É assim que a tua avó descreve a sensação de tristeza, angústia. É assim que eu me sinto hoje. As tuas lágrimas cortam-me o coração. O teu choro ainda está a ecoar dentro de mim.
- Não chores meu amor. Não tens razão.
- Mas eu não quero ir...
Agora é sempre assim. Nos dias em que não tens escola não queres ir para o ATL.
- Alguém te trata mal?
- Não, mas eu não quero ir....
- Sabes que a mãe e o pai têm de trabalhar. Tu não podes ficar sozinha em casa!
- Mas eu não quero ir...
E eu não queria que fosses. Não assim a chorar. Sei que quando te for buscar vais estar bem. Vens contente e dizes que o dia correu muito bem. Liguei agora para lá. A professora da tua sala tranquilizou-me. Diz que estás serena. Já brincaram e agora estão a ver um filme. Não te acha triste e nem entende a razão do teu choro pois lá demonstras estar alegre, espevitada foi a palavra que usou. Diz que esta reacção pode estar relacionada com a falta das coleguinhas mais próximas que nestes dias não estão. Logo vamos, uma vez mais, conversar sobre tudo isto. Espero que entendas que se a mão e o pai pudessem estavam contigo o dia todo. E que tu estás sempre no nosso pensamento...

segunda-feira, 30 de março de 2009

As minhas leituras

Respondendo ao desafio da Marinha aqui fica a 5ª frase da página 161 do livro mais próximo:
" Desde que o centro de detenção de Guantánamo abriu, no início de 2002, foram comunicadas mais de quarenta e uma tentativas de suícidio de vinte e três detidos."
O livro "O Meu Diário de Guantánamo" de Mahvish Rukhsana Khan.

Título: O Meu Diário de GuantánamoAutor(es):Khan, Mahvish Rukhsana
«O Meu Diário de Guantánamo é o primeiro livro que dá vida ao local e aos prisioneiros. Ao mesmo tempo triste, revoltante, mas também comovente e enternecedor, está maravilhosamente escrito. É um livro espantoso.»

— ARYEH NEIER, presidente do Open Society Institute e antigo director executivo da Human Rights Watch

Um livro actual que reflete o problema que se coloca á sociedade de hoje. A definição de terrorista, a aplicação de penas, a defesa das liberdades, a presunção de inocência até prova em contrário que não existe na prisão de Guantánamo.

Estas são as regras do desafio:

1º - Pegar no livro mais próximo;
2º - Abrir na página 161;
3º - Procurar a quinta frase completa;
4º - Colocar a frase do blog;
5º - Indicar 5 pessoas para continuarem a tarefa.

Digam-me o que andam a ler:

quinta-feira, 26 de março de 2009

As coisas que tu gostas ao deitar

Depois de adiares a ida para o quarto, por várias vezes, pedes ajuda para lavar os dentes pois sozinha não tens "paciência" e nunca ficam tão bem. De seguida vem a habitual história antes de dormir. Apesar de já leres com facilidade preferes que sejamos nós a ler. E se por acaso surge uma expressão mais engraçada temos que te mostrar onde está escrita para visualizares melhor.
Depois de apagarmos a luz pedes com aquela vozinha tão linda: - Mamã/papá podes me fazer festinhas? - Queres que te façam festinhas até adormeceres. Leves, suaves. Ainda antes de adormecer mais um beijinho. E que bem que te sabem. E que bem que nos sabem...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais vale tarde...

Foram precisos 8 anos mas consegui convencer a Bia a provar morangos. E o mais engraçado é que gostou. Com açúcar ou natas.
- Deliciosos, mamã!
Talvez seja por estar maior ou então está cansada de me ouvir dizer que são óptimos, maravilhosos. Na semana passada foi o abacaxi. Nunca queria sequer provar. Depois de muito insistir, comeu. Gostou. Vou continuar a insistir com os feijões, os legumes e mais uma infinidade de alimentos que só come disfarçados na sopa e mesmo assim por insistência minha. Quem sabe um dia destes acaba por me surpreender.

terça-feira, 24 de março de 2009

Nova moda?

A primeira vez ainda pensei que era um vestido, mas depois da situação se repetir caí em mim e fique estupefacta!
Será normal, a vizinha da rua de cima, vir passear o cãozinho em robe?
Eu sei que estamos na aldeia e o movimento não é muito, mas qual é a necessidade de andar com a roupa de dormir na rua? É que não é ás 7 h da manhã! Acontece ás 11/12 h, ou mesmo á tarde. Esta gente não tem um fato de treino para vestir se não têm paciência para se arranjarem? Serei só eu a achar deprimente esta falta de decoro?
Se calhar é porque não tenho cão. Será?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ensinamentos da Natureza

Apesar de viver numa aldeia nunca foi muito adepta de jardins ou de plantas. Apreciava um bonito jardim mas era uma actividade que não me despertava interesse. Não sei o nome da maioria das flores, as melhores alturas para as plantar, podar ou colher. Contudo este ano tem sido diferente. Com a chegada destes dias luminosos veio a vontade de mexer na terra. Cavar, arrancar ervas daninhas e plantar. Tulipas, ortências, jarros das mais variadas cores (que eu nem sabia que existiam), narcisos, dálias (imensas e de todas as cores), gladiolos, liliums, e outras que não decorei o nome. Dou por mim a observar árvores em flor, arbustos, a olhar os jardins por onde passo e a indagar pelo nome das mais variadas plantas.

Claro que sobre jardinagem ainda tenho muito a aprender. Contudo a minha maior dificuldade é esperar. Porque as plantas não nascem no dia seguinte á plantação. Não! Precisam de tempo. Muito tempo. E eu todos os dias as vou espreitar. Olho a terra de vários ângulos na esperança de ver nascer algo que se assemelhe a uma planta. Mas nada. A paciência não é, definitivamente, uma das minhas virtudes. A gestão de expectativas sempre me causou problemas. E talvez seja este o maior ensinamento que a jardinagem me pode dar. Aprender a esperar. A dar tempo ao tempo. A deixar a natureza seguir o seu curso e fazer o seu trabalho. E, no final, conseguir transferir essa aprendizagem para as restantes tarefas e momentos do dia-a-dia.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Hoje sinto saudades

daquilo que não vivi. Dos momentos em que não o entendi como homem e como pai. Momentos que a vida não nos deixou viver.
Hoje sinto saudades de não ter nascido mais cedo para o conhecer como adulta. Para me recordar melhor de si. Para ter o que contar á sua neta de si.
Hoje sinto saudades dos anos que não tive consigo, que a vida, ou melhor a morte, nos roubou.
Hoje sinto pena de mim por ter permitido que a dor da sua ausência apagasse as memórias dentro de mim.
De si ficou-me a recordação do cheiro a perfume quando se arranjava para sair e do odor a terra e suor, que não me era desagradável, quando chegava a casa depois de um dia de trabalho. Das suas mãos pequenas, rugosas. Do seu cabelo preto, escondido pelo sempre presente chapéu. Da camisa de trabalho amarela. Do seu último Verão.
De si ficaram as recordações guardadas na memórias dos meus irmãos e que eu tento absorver quando falam de si. Porque aos 17 não reparamos nas pessoas que nos rodeiam. Que vivem efectivamente connosco. Porque aos 17 não pensamos que a morte há-de vir e roubar parte do nosso futuro e do nosso passado conservado pelas memórias. Porque a morte não deveria vir assim sem aviso.
De si ficou dentro de mim a bondade. O amor aos filhos. E disso eu nunca me vou esquecer.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Para Ti

Ontem encontrei um livro que gostaria de ter escrito. Um livro pequeno, com apenas algumas frases e com ilustrações que de tão simples se tornam belas. Com as palavras certas e a descrição da relação mãe/filha tão linda. Um livro que define tão bem o sentimento materno. Não lhe pude virar as costas. Comprei-o. Vou dá-lo á minha menina. Talvez ela ainda não consiga entender a grandeza de um livro tão simples. Mas um dia irá entender. Espero que, de cada vez que olhar para este livro, sinta o amor profundo que a mãe lhe tem. E que saiba que a mãe vai estar sempre aqui para a ajudar a passar as fases boas e menos boas que a vida lhe trará! Sempre com com o mesmo amor...