sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

E este fim-de-semana









vou andar por aqui!

E numa conversa

com uma amiga ela dizia-me algo eu também sinto muitas vezes: - Tenho alturas em que sinto medo de ser tão feliz. Medo que esta felicidade toda acabe...

Será normal este medo de ser feliz? É como se não fosse normal ter uma família feliz. Aquela família que tem saúde, amor e alguma estabilidade financeira. Em que os problemas são pequenas coisas que, á falta de mais, servem de pretextos para amuos. Estará o provérbio "não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe" tão enraizado na nossa cultura que quando estamos bem não achamos normal?

E quando este sentimento chega acaba por assombrar momentos bons que deveriam ser de paz.

E por isso digo: chega de medos! Vamos viver os dias bons em pleno e desejar que nunca acabem. Vamos deixar de ter medo de sofrer no futuro. Porque isso é sofrer por antecipação.

Vamos ser felizes!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Boa noite...

- Dorme bem minha luz!
- Tu também mamã...
E com uma infinidade de beijos a deixo para dormir. Não sem antes lhe sentir o cheiro, o calor, a pele sedosa de bebé.
- Eu não sou bebé!
- Sonha com os anjos...
- Não, prefiro sonhar contigo e com o papá.
- Dorme bem minha vida!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Felicidade é


quando ele me liga só para dizer que me ama e que os momentos em que se sente verdadeiramente feliz são aqueles em que está comigo.

Felicidade é eu sentir exactamente o mesmo.

Felicidade é sentirmos tudo tão intensamente, mesmo depois de 10 anos de casamento.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ser mãe


é muito mais que ter um filho. É ter as nossas dores e as dores deles. É ter as nossas angustias e medos e viver também as deles. E sabermos que eles têm que as vivenciar porque é também isso que os ajuda a crescer.

No ano passado a professora da Bia convidou os alunos a fantasiarem-se no último dia de aulas, antes do Carnaval. A Bia levou um lindo vestido de princesa cor-de-rosa que já tinha do ano anterior. Estava linda! Contudo admito que havia outros fatos mais elaborados e originais. Não sei se é habitual mas resolveram fazer um concurso. E ela não ganhou. Vinha triste nesse dia. E decidiu que no próximo ano não iria fantasiada, pois assim poderia fazer parte do jurí e não teria que participar do desfile. Conversámos com ela e tentamos que ela entendesse que não podemos ganhar sempre e que isso nem é o mais importante.

Este ano comprámos um vestido novo. Azul, mas novamente de princesa (a realeza está-lhe no sangue). E ela pensou melhor e optou por ir fantasiada. Mas agora tenho o coração apertadinho. Tenho medo da desilusão que ela pode sentir se não ganhar... Melhor era que não houvesse concurso. Ou isso é uma forma de os preparar para as desilusões da vida? E será que deveriam começar tão pequenos a lidar com a competitividade?

Eu por mim vou dizer-lhe mil vezes que para nós é a menina mais linda do mundo. E vou enchê-la de beijos. E com isto espero que vá preparada para enfrentar adversidades e alegrias com a certeza que é muito amada!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Esconde-esconde


Habitualmente é o pai que vai buscar a B. ao ATL. Quando chegam a casa eu normalmente já lá estou. Ela entra primeiro:

- Mamã, diz ao papá que ainda não cheguei! - E corre a esconder-se. Assim que o pai entra eu pergunto-lhe pela B.

- Então ela não entrou? - E começa o faz-de-conta. Eu finjo que ela ainda não chegou, ele finje que não sabe onde é que ela está e ela esconde-se muito bem (quase sempre nos mesmos sítios). A brincadeira só acaba quando ele a encontra.

Esta é umas das brincadeiras que se repetem á muito tempo lá por casa. É uma daquelas rotinas que fazem bem, que só tem graça para nós. E que quando o cansaço e a azafama do jantar não nos impede nos leva a esconder ás duas, e a fazer o pai correr a casa á nossa procura. E ele, por mais cansado ou aborrecido que venha, nunca deixa de o fazer. E com estes pequenos nadas mostra o quanto somos importantes para ele e o quanto ele é importante para nós.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Doces pecados

E porque quando nos sentimos em baixo, tristes, aborrecidos, nada melhor que um doce. Ou dois. Assim a sobremesa do jantar de ontem foi em dose dupla: Pêras assadas barradas com Nutella e, a acompanhar o café, um delicioso pastel de Vouzela, que o meu amor me trouxe.

Hoje estou muito melhor.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Surpresas!


Faço anos este mês e lá em casa já começaram os preparativos. Passo a explicar: a B. começou por me informar que ela e o pai este ano não me dariam nenhum presente. Que não dava, não tinham tempo e que eu por vezes me portava mal. Tudo dito com ar sério mas com um sorriso para o pai assim que eu virava costas. Depois disto começou a andar lá por casa com os lápis e os blocos de folhas e sempre que eu me aproximava ela escondia. Deve estar a fazer desenhos e a escrever poemas lindos como já é habitual. Só que pensa que eu não entendo. E eu deixo-a pensar. Porque estes são mesmo os meus presentes preferidos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ficar tudo na mesma ou arriscar e mudar?

Tenho um trabalho que gosto. Do trabalho em si! Dos colegas nem por isso. São pessoas muito diferentes de mim e não tenho afinidade por nenhum. Talvez por serem homens, mais velhos do que eu, tanto em idade como na firma, e que têm que acatar as minhas ordens porque sou eu que faço a gestão do trabalho ( em conformidade com os patrões). Com estes tenho uma boa relação mas do salário não gosto. Sei que tenho capacidade de fazer muito mais mas a estrutura é pequena e não tenho para onde evoluir. Queixo-me de tudo isto, mas normalmente apenas a mim própria.
Agora surgiu a possibilidade de tirar um curso, de outra área completamente oposta, na qual nunca me imaginei, mas que me daria a possibilidade de ter o meu próprio negócio. De poder trabalhar muito mais mas também ser recompensada por isso.
E agora não sei o que fazer. Não sei se serei capaz de fazer este tipo de trabalho. Sei que sou capaz de aprender, mas só isso talvez não chegue. E se eu não gostar do que vou fazer? Vou passar a vida a desempenhar um papel que não gosto? Posso tirar o curso e depois no estágio logo vejo. Mas é um curso de 2 anos em horário pós-laboral. Implica abdicar de estar com a minha família durante toda a semana. Chegarei a casa tarde e a B. já estará a dormir o que significa que a maior parte dos dias apenas a veja de manhã antes da escola. A juntar a isso está o custo do curso.
O que eu precisava era de ir ao futuro. De ver exactamente o que irá acontecer. Ou então que uma entidade superior, daquelas que têm a resposta certa para tudo (existem?) me disse-se o que fazer.
Tenho medo de estar a ser cobarde, comodista e depois vir a arrepender-me. Ao mesmo tempo tenho medo de não ser capaz de vencer a repulsa que sinto em relação aos outros. Sempre tive dificuldade em mexer no corpo (mãos, cabelos, etc) dos outros. Daqueles que me são mais próximos não tenho esse sentimento mas dos outros não consigo controlar. Será que me posso habituar? Ou será que apesar de boa ideia não é para mim? Não tenho perfil? Como saber?
No fundo acho que nunca tive uma vocação. Algo que eu soubesse que gostava de fazer. Fui para onde a maré, ou a vida, me levou. E agora que posso optar não sei o que fazer. E isto deixa-me angustiada. Por que não gosto de ser assim. E porque, a ter que mudar, deveria ser quanto mais cedo melhor. Porque os anos passam e as oportunidades também. E eu não sei o que fazer...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Provas de avaliação

Esta sexta-feira vieram para casa as provas de avaliação corrigidas. Não está mal, mas podia ser melhor não fosse a distracção:
Língua Portuguesa: Bom

Estudo do Meio: Muito Bom

Matemática: Bom

As dificuldade a matemática têm por base a eterna confusão entre os sinais maior e menor. Isso e a distracção. Chega ao ponto de resolver bem as operações mas engana-se ao transcrever o resultado. No estudo da Língua Portuguesa o problema é basicamente o mesmo. Distracção. O que leva a alguns erros. A juntar a isso a pressa em acabar para poder ir para a brincadeira.